News Farma (NF) | Quais são as expectativas sentidas relativas ao evento?
Carlos Marques (CM) | A Cintramédica realizou as 1.ªs Jornadas em 2017, que se revelaram um sucesso imediato em termos de qualidade do programa e das intervenções dos profissionais especialistas, pelo feedback muito positivo que recebemos de todos os participantes. A nossa vontade foi sempre a de dar continuidade a este projeto, no entanto a pandemia traiu os nossos objetivos, uma vez que seria precisamente em 2020 que iríamos realizar a 2.ª edição. Voltamos agora em força e temos as expectativas muito elevadas, já que o interesse e recetividade ao nosso desafio e convite tem sido muito bem aceite entre os profissionais de saúde da nossa área geográfica de atuação.
NF | A quem se destinam estas Jornadas?
CM | Estas 2.ªs Jornadas são dirigidas, em especial, a médicos de Medicina Geral e Familiar de todas as ACES que fazem parte da nossa área de influência: Lisboa Ocidental, Cascais, Oeste Sul e, obviamente, Sintra. Estamos a falar de uma área geográfica composta por dezenas de unidades, centenas de médicos de Medicina Geral e Familiar e mais de um milhão de utentes inscritos. Os temas foram escolhidos para os especialistas que estão principalmente interessados em ouvir especialistas de Cardiologia, Endocrinologia e Gastrenterologia sobre a construção de um diagnóstico de várias patologias, infelizmente, comuns na prática clínica.
NF | De que forma foi desenhado um programa diversificado para dar resposta às diferentes necessidades de formação da Medicina Geral e Familiar?
CM | O médico de Medicina Geral e Familiar é o que tem o primeiro contacto com o doente e faz o diagnóstico da doença recorrendo, se necessário, à execução de exames complementares.
As especialidades de Cardiologia, Endocrinologia e Gastrenterologia, mas também as Análises Clínicas, a Imagiologia e a Anatomia Patológica estão entre as que são mais solicitadas para a execução desses exames. Quisemos juntar todos estes Especialistas para darem uma visão atualizada das respostas que estes exames podem dar nas situações patológicas mais frequentes como são as cardiovasculares, tiroideias, gastrointestinais e hepáticas, reportando-nos nomeadamente às mais recentes guidelines produzidas pelas Sociedades científicas internacionais.
NF | Qual a importância de cruzar de uma forma multidisciplinar a Cardiologia, a Endocrinologia e a Gastrenterologia e, ainda, a Medicina Geral e Familiar?
CM | A permanente evolução da ciência e a sua aplicação no contexto clínico, particularmente nas situações mais complexas em que existem várias comorbilidades, tornam cada vez mais necessário o diálogo entre os diferentes especialistas.
A Medicina Geral e Familiar atua como o ponto central na coordenação dos cuidados de saúde. Nas doenças crónicas, em particular, o envolvimento de diferentes especialistas permite encontrar estratégias integradas mais eficazes de forma a melhor monitorizar e prevenir as complicações da doença. Ao trabalhar em conjunto com os especialistas, os médicos de Medicina Geral e Familiar podem garantir uma gestão da doença mais eficaz e centrada no doente.
NF | Que outros destaques podem tornar especiais estas Jornadas para os participantes?
CM | Na Cintramédica existe uma cultura de partilha de informação constante entre as várias especialidades e valências clínicas, pelo que estamos habituados a uma intervenção multidisciplinar, como é natural numa instituição onde convivem várias especialidades. Estamos certos que essa experiência se irá sentir e refletir de forma natural durante os vários momentos do programa, e esse envolvimento em conjunto será a principal mais-valia para os participantes destas jornadas científicas.
Além disto, teremos ainda um almoço incluído para todos os participantes que estejam interessados em ficar mais um pouco após o programa da sala, onde se pretende aproveitar para fomentar a comunicação e a partilha de experiências entre médicos de várias especialidades, de forma natural, bem como uma oportunidade excelente para networking.


